Emilia Ramos
pratinho quadrado cobre
vidro e cobre
20 X 20 cm
vidro fundido sobre molde de fibra cerâmica em forno a 820°C com inserção de placa de cobre recortada manualmente.
Apesar do comentário de seu mestre, Roberto Bonino, de que era difícil fabricar cores em vidro, Emilia Ramos passou a estudar sua feitura. As cores eram receitas guardadas em segredo por diferentes famílias, como se fossem doces. E a artista, ansiosa para experimentá-las e escolher suas preferidas.
Brincar com vidro, para ela, é como ter água nas mãos – água dura. Por associação e pelo fascínio por peixes, vindo da infância, começou a pensar que poderia ter peixes feitos de água, do próprio meio em que vivem. Como homens feitos de ar, ou espíritos. Como fazer espíritos de peixes, almas aquáticas.
Para executar um molde, a artista coloca uma placa de vidro sobre ele, escolhe a cor segundo o projeto e a idéia, depois leva ao forno a 800 graus. A partir daí, sua obra passa a pertencer às mãos do acaso. O calor muda sua idéia, apesar do conhecimento técnico que possui sobre o processo, a química dos esmaltes, a qualidade do vidro, a espessura do cobre.