A arte contemporânea é toda expressão artística que revela, em traços ou por inteiro, a atualidade da vida social. Assim, cada momento da sociedade, cada mudança visível de um grupo social podem ser representados e percebidos em seus diversos suportes, ou seja, em diferentes superfícies, como tela, papel, madeira, objetos, brinquedos, móveis etc. Isso depende da maneira com que o artista quer se expressar e do material que ele possui na hora da inspiração. Temos como exemplo Alexandre Teles, que, na obra pinturamagistrado, usa como suporte uma lona de caminhão, e também Lóryen Bessa, que trabalha com diferentes materiais artísticos e mistura objetos de nosso cotidiano que às vezes não são novos e já têm uma carga histórica. Essa técnica é conhecida como mista.
Algumas obras possuem bordas irregulares ou "perdas na pintura". Isso pode parecer estranho, mas faz parte da obra, é intencional. A artista Geórgia Vilela é um exemplo. Outras são classificadas pelo número de partes em que se dividem. Alexandre Matos apresenta algumas com esse formato: uma delas é um tríptico de cerâmica. Essa obra é muito frágil; portanto, deve ser manuseada com o máximo de cuidado e delicadeza e exposta em um lugar reservado e de difícil acesso. Para maior durabilidade de sua obra de arte, é necessário fazer sua conservação. Conservar é manter a obra em sua originalidade, para que, no futuro, ela não tenha de ser restaurada.
Mostramos aqui alguns cuidados que ajudam a prolongar o bom estado de seus objetos pessoais, como livros, telas e obras escultóricas.
Você sabia que sua obra de arte se movimenta? A tela, o papel e principalmente as esculturas de madeira policromada são muito sensíveis às variações de umidade relativa e se dilatam e contraem com o aumento ou a diminuição da umidade do ar. Essa movimentação é o que causa as rachaduras na madeira e as ondulações no papel e na tela e pode provocar o desprendimento da pintura ou policromia.
Qual é o melhor lugar para acondicionar sua obra? Deve-se optar por um local arejado e seco, longe de paredes com infiltração, janelas e portas que recebam muita poluição, luz, chuva e outras intempéries.
Nunca coloque a peça recebendo a incidência direta dos raios solares: a luz descolore a policromia e o calor provoca rachaduras e desprendimentos. Evite colocar uma obra junto a paredes externas que recebam muito calor e chuva, pois as variações de temperatura e umidade no local podem afetá-la.
Anna Luisa Sarti Alonso
conservadora e restauradora